sábado, 22 de setembro de 2012

Português com Música



Vamos ouvir canções, vamos aprender a letra destas canções da MPB!!!
Em sala-de-aula, faremos uma competição que consistirá em saber o próximo verso quando a música parar de tocar!
Aprenda a cantá-las, fica mais fácil para memorizar as letras!
Boa sorte e que vençam os melhores!


Melodia Sentimental Djavan
Acorda, vem ver a lua
Que dorme na noite escura
Que surge tão bela e branca
Derramando doçura
Clara chama silente
Ardendo meu sonhar

As asas da noite que surgem
E correm no espaço profundo
Oh, doce amada, desperta
Vem dar teu calor ao luar

Quisera saber-te minha
Na hora serena e calma
A sombra confia ao vento
O limite da espera
Quando dentro da noite
Reclama o teu amor

Acorda, vem olhar a lua
Que brilha na noite escura
Querida, és linda e meiga
Sentir seu amor é sonhar 
http://www.vagalume.com.br/djavan/melodia-sentimental.html#ixzz27DQF3QOd
Heitor Villa-Lobos
Foto de Heitor Villa-Lobos
Melodia Sentimental foi composta com poema de Dora Vasconcelos e música de Heitor Villa-Lobos, é parte integrante da obra "A floresta do Amazonas" de H.Villa-Lobos . Na voz de Djavan, fez parte da trilha sonoro do filme "Deus é brasileiro" de Cacá Diegues e da novela "Cordel encantado" (Rede Globo).

Heitor Villa-Lobos (1887-1959)  se tornou conhecido como um revolucionário que provocava um rompimento com a música acadêmica no Brasil. As viagens que fez pelo interior do país influenciaram suas composições. Entre elas, destacam-se: "Cair da Tarde", "Evocação", "Miudinho", "Remeiro do São Francisco", "Canção de Amor", "Melodia Sentimental", "Quadrilha", "Xangô", "Bachianas Brasileiras", "O Canto do Uirapuru", "Trenzinho Caipira".
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Encontro da Águas Jorge Vercillo

Sem querer te perdi tentando te encontrar
por te amar demais sofri, amor
me senti traído e traidor

Fui cruel sem saber que entre o bem e o mal
Deus criou um laço forte, um nó
e quem viverá um lado só?
A paixão veio assim afluente sem fim
rio que não deságua
Aprendi com a dor nada mais é o amor
que o encontro das águas
Esse amor
hoje vai pra nunca mais voltar
como faz o velho pescador quando sabe que é a vez do mar
Qual de nós
foi buscar o que já viu partir, quis gritar, mas segurou a voz,
quis chorar, mas conseguiu sorrir
Quem eu sou?

pra querer

Entender

O amor 
http://www.vagalume.com.br/jorge-vercilo/encontro-das-aguas.html#ixzz27DRPvasB

Jorge Vercillo


Jorge Vercillo
É formado em jornalismo mas nunca chegou a exercer a profissão. Começou na música por incentivo de sua tia Lêda Barbosa aos 16 anos, depois de "desviado" dos treinos de futebol no Flamengo, por uma fita cassete contendo músicas de Djavan. Iniciou sua carreira artística aos dezesseis anos de idade, tocando em bares e em 1989 no Festival Internacional de Trovadores (INTROVESTCUR), em Curaçau, alcançou o primeiro lugar com a canção "Alegre", de sua autoria, recebendo também o prêmio de melhor intérprete.Jorge Vercillo nasceu em 11 de outubro de 1968, no Rio de Janeiro. Começou a se apresentar em bares cariocas ainda jovem, aos 15 anos de idade. Por incentivo de sua tia, Lêda Barbosa, foi se afastando dos treinos de futebol no Flamengo, onde já mostrava habilidade. Enquanto se apresentava na noite carioca, participou de vários festivais de música pelo país. Em 1989 e 1990, representou o Brasil no Festival Internacional de Curaçao, no qual venceu pelos dois anos consecutivos. Em 1989, com a canção “Alegre”, de sua autoria, e, no ano seguinte, com a canção “No bay”, no idioma         nativo.
Em 1993, tem a chance de gravar seu disco de estréia, "Encontro das águas" (Continental), produzido por Renato Corrêa.

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Vilarejo Marisa Monte

Há um vilarejo ali
Onde Areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão

Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraiso se mudou para lá

Por cima das casas, cal
Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real

Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá

Vem andar e voa (3x)

Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar
Em todas as mesas, pão

Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for 
http://www.vagalume.com.br/marisa-monte/vilarejo.html#ixzz27DSJUh3Q

Marisa Monte

No início dos anos 80, quando explodia o rock brasileiro, a adolescente carioca Marisa de Azevedo Monte queria ser cantora de ópera. Aos 14 anos, começou a estudar canto lírico e chegou a fazer vestibular para a Escola Nacional de Música, mas logo descobriria que amava tanto Maria Callas quanto Billie Holiday, tanto o novo rock brasileiro como a fina flor do samba carioca, que ouvia nos discos do pai, Carlos Monte, economista e editor cultural no início dos anos 70.Depois de participar do musical “Rocky Horror Show”, dirigido por Miguel Falabella com alunos do Colégio Andrews, Marisa começou a se apresentar informalmente em barzinhos cariocas. Com 19 anos, foi morar em Roma, disposta a aprofundar os estudos de canto lírico e fazer contato com o mundo da ópera, mas alguns meses depois decidiu voltar ao Brasil e ser cantora pop. Em Roma, deu canjas em barezinhos e, antes de voltar ao Brasil, em Veneza, fez um show de MPB com um violonista italiano e foi ouvida pelo produtor Nelson Motta, que reencontraria na sua volta ao Brasil e dirigiria seus primeiros shows profissionais, produzidos por Lula Buarque de Hollanda. Desde sua primeira apresentação no bar Jazzmania, no Rio de Janeiro, em setembro de 1987, Marisa foi saudada como uma nova sensação na cena musical brasileira.

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terça-feira, 21 de agosto de 2012



Você sabe o que é fábula?
Historicamente, a fábula tem origens um tanto quanto remotas. Cultuada em solo oriental, pertenceu aos assírios e babilônios. Entretanto, foi Esopo, um escravo grego que viveu no século VI a.C., que consagrou o gênero como tal. Ele, mediante suas invenções, criava histórias nas quais cada animal era categorizado de acordo com seu perfil. Por exemplo: o leão representava a força; a raposa representava a astúcia; a formiga caracterizava o trabalho (há uma famosa fábula cujo título é A cigarra e as formigas). 
Esopo, utilizando-se do diálogo estabelecido entre os animais, tinha por objetivo transmitir sabedoria de caráter moral ao homem, gerando exemplos para este. Fato que podemos constatar sempre ao final de cada texto, uma vez dotado de um fundo moral.

Tais pormenores nos  levam a concluir que a fábula se caracteriza como um gênero narrativo popular que tem por finalidade discursiva retratar aspectos inerentes à conduta humana. Quanto às características que a faz pertencer ao gênero narrativo, atribui-se à existência de personagens, à ocorrência em um tempo e espaço, embora reduzidos, e finaliza-se com um ensinamento moral, levando o leitor a uma reflexão.
(Explicação retirada do site: www.udoklinger.de)

Vamos trabalhar com  esse tipo de texto...vamos escutar histórias, discutir, esclarecer dúvidas e reescrevê-las atualizando-as....preparem-se...muito trabalho e diversão à vista

sábado, 26 de maio de 2012

Refletindo com Cecília Meireles

Em maio, tivemos uma semana com trabalhos das 6as. C e D sobre o bullying.
Depois de estudarmos um texto: Amiguinhos da onça do nosso livro didático, preparamos mensagens sobre o tema. Todos os alunos participaram de modo bem criativo. Desejo que sigam todos os conselhos que deram...que sejam pessoas comprometidas com a paz e a defesa dos que são oprimidos pela violência que nossa sociedade propaga...

                                             Bullying? Nem pensar! Eu quero mais é ser feliz...


                                                       
                                                       Música do Bullying
                                                       Bullying é coisa do passado,
                                                       agora a moda é não ser zoado
                                                       menino ou menina que não tem sangue bom
                                                       deixe isso pra lá se não
                                                       quiser ir pra prisão....
                                                       Ana Carolina Freire - 6a D
                                               
Em abril, nossas 8as séries C, E e F assistiram ao filme Um olhar do paraíso.
Vamos recordar?
The Lovely Bones
6 de dezembro de 1973. Norristown, Pensilvania, subúrbio da Filadélfia. Susie Salmon (Saoirse Ronan) está voltando para casa quando é abordada por George Harvey (Stanley Tucci), um vizinho que mora sozinho. George a convence a entrar em um retiro, por ele construído. Lá dentro, Susie é assassinada. Os pais de Susie, Jack (Mark Wahlberg) e Abigail (Rachel Weisz), inicialmente se recusam a acreditar na morte da filha, mas precisam aceitar a situação quando seu gorro é encontrado em meio a um milharal, junto a destroços do retiro que estão repletos de sangue. Em meio às investigações, a polícia conversa com George mas não o coloca entre os suspeitos. Com o tempo Jack e Lindsey (Rose McIver), a irmã de Susie, passam a desconfiar de George. Toda esta situação é observada por Susie, que agora está em um local entre o paraíso e o inferno. Lá ela precisa lidar com o sentimento de vingança que nutre em relação a George e a vontade de ajudar sua família a superar o trauma de sua morte.


O filme foi assistido num clima de suspense, todos os alunos ficaram muito interessados na trama, mesmo aqueles que já o conheciam! O trabalho proposto foi uma resenha crítica. Infelizmente encontrei muito trabalho "copiado"! Que pena... 



Olá! O ano já está quase na metade....puxa! Já trabalhamos tanto...vamos registrar o que estamos aprendendo, turma!
No mês de abril, as 6as. C e D assistiram ao filme: Narradores de Javé.
Vamos recordar?

Narradores de Javé
Somente uma ameaça à própria existência pode mudar a rotina dos habitantes do pequeno vilarejo de Javé. É aí que eles se deparam com o anúncio de que a cidade pode desaparecer sob as águas de uma enorme usina hidrelétrica. Em resposta à notícia devastadora, a comunidade adota uma ousada estratégia: decide preparar um documento contando todos os grandes acontecimentos heróicos de sua história, para que Javé possa escapar da destruição. Como a maioria dos moradores são analfabetos, a primeira tarefa é encontrar alguém que possa escrever as histórias.


Depois de rirmos muito com o filme, fizemos um julgamento da personagem principal: Antônio Biá.
Houve quem o acusasse por não ter escrito as histórias, deixando que Javé desaparecesse, houve quem o defendesse, argumentando que não era possível escrever uma história contada com tantos pontos de vista diferentes! Foi muito bom o trabalho, todos os alunos se envolveram, participaram e opinaram. Acho que jamais nos esqueceremos das palhaçadas de Antonio Biá...




Poema para Biá


Na vida de Biá
Não tinha brincadeira
Passava ouvindo as histórias na vila inteira
Mas na hora de entregar:
Cadê Biá? Cadê Biá?
O povo teve azar
Mas depois pegou Biá
O povo de arma na mão
E Biá com a cara no chão...


E depois exclamou um homem
Que não via diversão
Em sujar sua mão
E o povo respeitou com muita admiração
Soltaram Biá com a cara no chão
E Biá resmungou com muita diversão
"Sou eu quem vai rir
quando a cidade tiver inundação..."


Não deu para tirar água do chão
E assim acabou a inspiração
E a esperança também não tinha não
(Ester Biainca Mendes Ferreira- 6a. C)



quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Poema de Natal


Poema de Natal
Vinicius de Moraes

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

Vinicius de Moraes, poeta e diplomata na linha direta de Xangô. Saravá! No poema acima temos retratado aquele que, para muitos, é um evento triste.

O acima foi foi extraído do livro "Antologia Poética", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1960, pág. 147.