quarta-feira, 2 de abril de 2014

1958- A taça do mundo é nossa

A Taça do Mundo É Nossa



Compositor: Wagner Maugeri / Lauro Müller / Maugeri Sobrinho / Victor DagôLetra


A taça do mundo é nossa
Com brasileiro não há quem possa

Êh eta esquadrão de ouro
É bom no samba, é bom no couro

A taça do mundo é nossa
Com brasileiro não há quem possa
Êh eta esquadrão de ouro
É bom no samba, é bom no couro

O brasileiro lá no estrangeiro
Mostrou o futebol como é que é
Ganhou a taça do mundo
Sambando com a bola no pé
Goool!

A taça do mundo é nossa
Com brasileiro não há quem possa
Êh eta esquadrão de ouro
É bom no samba, é bom no couro

A taça do mundo é nossa
Com brasileiro não há quem possa
Êh eta esquadrão de ouro
É bom no samba, é bom no couro

O brasileiro lá no estrangeiro
Mostrou o futebol como é que é
Ganhou a taça do mundo
Sambando com a bola no pé
Goool!


Link:
 http://www.vagalume.com.br/ivo-meirelles-funkn-lata/a-taca-do-mundo-e-nossa.html#ixzz2xjYbdbG2

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

HAVER ou A VER ?

Por que uma simples letra, ora representa pelo “h”, faz toda a diferença no momento de analisarmos as características semânticas das expressões? O fato é que tal aspecto, por mínimo que se configure, desencadeia uma série de pormenores, e um deles é em relação ao significado. 

De modo específico ater-nos-emos a duas recorrentes expressões em que tal ocorrência se materializa, representadas por “ter a haver ou ter a ver”. Assim sendo, analisemos: 

Nós temos muito a haver com nossos clientes, pois já efetuamos todas as entregas. 
Constatamos que o sentido se atém a algo a receber, ou seja, algo relacionado a créditos de uma foram geral. 
Um aspecto bem interessante é que muitas pessoas empregam essa expressão de forma errônea ao fazerem uso de: 

Eu tenho uma quantia em haver com você. Atente-se a forma correta, que é esta supracitada. 
Já no caso da expressão “tem a ver”, percebemos seu recorrente uso mediante as conversas do cotidiano, não é mesmo? Situações como: 
Menino, o que você tem a ver com os problemas alheios? 
Concluímos que a noção agora se refere a ter relação com algo, dizer respeito a algo. 
Vamos a outros casos representativos: 

Márcia não teve nada a ver com os problemas ocorridos na escola.

Logo percebi que este assunto tinha tudo a ver com minha família.

Não! Mesmo ele tendo muito a haver conosco, jamais o queremos como parceiro.

 http://www.portugues.com.br/

EU ou MIM ?


Eu ou Mim? - 22/01/2009
Banalização do Pronome Oblíquo Mim

Muitas pessoas condenam o pronome mim por acharem-no incorreto ou inculto. O pronome mim faz parte dos pronomes dos oblíquos tônicos, são eles: mim, ti, si, ele (a), nós, vós, eles (as).

Para se ter ideia, não há a menor necessidade em inibir o pronome mim antes de verbos como custar, bastar, faltar e restar, pois estes verbos exigem a preposição “a”. Desta forma, mesmo que estes verbos estejam à frente do pronome mim, o seu emprego é correto, uma vez que o pronome mim não será sujeito destes verbos.

Uma forma de julgar se o emprego de “mim” é ou não correto, pergunta-se à frase “quem ou o quê”, achando assim o sujeito. Depois, é só verificar se na resposta não o aparecer, pois se aparecer não deverá ser empregado, pois “mim” não pode ser sujeito de uma oração.

Portanto, em casos como estes, devemos empregar o pronome tônico do caso reto “eu”, ou seja, empregá-lo sempre que for sujeito de um verbo.

De uma forma geral, não utilize mim quando for sujeito de um verbo no infinitivo, ou seja, em verbos terminados em ar, er ou ir.

Para entender melhor, atente para as situações expostas a seguir:

Só saia daqui quando mim disser. Neste caso, perguntamos “quem” e, como resposta, teremos “mim”, ou seja, um pronome oblíquo tônico sendo o sujeito do verbo dizer, ou seja, colocação pronominal incorreta.

Só saia daqui quando eu disser. Neste caso, ao perguntarmos “quem”, teremos como resposta, o pronome “eu”, colocação pronominal correta.

Para facilitar, dobre a atenção quando aparecer verbos de ligação (ser, estar, parecer, ficar, permanecer, continuar) e os verbos que acabamos de ver, e empregue o pronome “mim” sem receio. Nos demais casos, porém, antes de verbos no infinitivo, emprego o pronome pessoal

Outra dica é perceber se o pronome mim vem acompanhado de preposição, pois como todos os pronomes oblíquos tônicos, o mim não é diferente, deve obrigatoriamente ser acompanhado de preposição.

Ora, esta é a grande diferença entre o mim e o eu, o eu como sujeito nunca tem preposição, ao contrário de pronomes como o “mim” que sempre são acompanhados por a, para, de e com.

Fonte: http://www.gramaticaonline.com.br/gramaticaonline.asp?menu=3&cod=122&prox_x=4

Figuras de Linguagem I

Figuras de Linguagem
Construindo o conceito

Leia este poema:

MENINA NA JANELA

A LUA É UMA GATA BRANCA ,
MANSA ,
QUE DESCANSA ENTRE AS NUVENS .

O SOL É UM LEÃO SEDENTO ,
MULAMBENTO ,
QUE RUGE NA MINHA RUA .

EU SOU UMA MENINA BELA ,
NA JANELA ,
DE UM OLHAR SEMPRE À PROCURA .
Sérgio Capparelli






Mais exemplos de metonímias:
. a parte pelo todo:
Mil olhos apreensivos seguiam a partida de futebol. (pessoas, torcedores)

. o singular pelo plural:
O brasileiro é bem-humorado. ( os brasileiros )

. a matéria pelo objeto:
A um sinal do maestro, os metais iniciaram o concerto. ( instrumentos de sopro feitos de metal )

Antítese: consiste na aproximação de termos contrários, de palavras que se opõem pelo sentido.
“Os jardins têm vida e morte.”

Ironia: é a figura que apresenta um termo em sentido oposto ao usual, obtendo-se, com isso, efeito crítico ou humorístico.
“A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças.”

Eufemismo: consiste em substituir uma expressão por outra menos brusca; em síntese, procura-se suavizar alguma afirmação desagradável.
Ele enriqueceu por meios ilícitos. (em vez de ele roubou)

Hipérbole: trata-se de exagerar uma ideia com finalidade enfática.
Estou morrendo de sede. (em vez de estou com muita sede)

Prosopopeia ou personificação: consiste em atribuir a seres inanimados predicativos que são próprios de seres animados.
O jardim olhava as crianças sem dizer nada.

Paradoxo (do Grego, parádoksos = estranho, extraordinário)

Paradoxo é a reunião de idéias contraditórias e aparentemente inconciliáveis, num só pensamento, o que nos leva a expressar uma verdade com aparência de mentira. Quando falamos, por exemplo:

● Eles são ricos pobres.

Tanto "rico" quanto "pobre" são adjetivos que se referem ao sujeito [eles]. Os dois adjetivos pertencem a uma mesma unidade da frase, ambos qualificam um mesmo ser. Mas estes dois adjetivos têm sentidos opostos.Estamos a conciliar dois julgamentos distintos: pensamos na riqueza deles porque têm dinheiro, mas simultaneamente na pobreza, por sabermos do vazio de vida que vivem, ou da aridez de alma.

Todo o paradoxo, em última análise, encerra uma antítese, porém uma antítese especial, que em vez de opor, enlaça idéias contrastantes:Antítese: Eu sou velho, você é moço. Paradoxo: Eu sou um velho moço.

O paradoxo revela-nos que a conciliação de contrários é possível e, por vezes, indispensável para se exprimir a verdade. Exemplos de paradoxos modernos: Inocente culpa / lúcida loucura / silêncio eloquente / ditadura democrática / ilustre desconhecido / um silêncio ensurdecedor / um supérfluo essencial / boatos fidedignos / espontaneidade calculada / mentiras sinceras / É proibido proibir. / Foi sem querer, querendo.

Quando Camões em célebre soneto sobre as contradições do amor, disse que esse sentimento:

“Amor é fogo que arde sem se ver, / É ferida que dói, e não se sente;

É um contentamento descontente, / É dor que desatina sem doer.”

Criou um dos mais bonitos paradoxos do lirismo português.









terça-feira, 26 de novembro de 2013

GINCANA DOS TEXTOS!!!!!

Após estudarmos o texto " Um apólogo" de Machado de Assis, os alunos das 5as séries escreveram outros apólogos, nos quais deveriam "trocar" os objetos falantes. A 5a série A escolheu o melhor texto da 5a série B e vice-versa! Foi muito interessante ler os textos produzidos e permitir que os alunos escolhessem o texto de que mais gostassem.
Resultado: Ana Júlia da 5a série A foi a  autora do texto escolhido pela 5a.série B.
                 João Gabriel da 5a. série B foi o autor do texto escolhido pela 5a. série A.
Parabéns a todos os alunos que se envolveram nesta atividade! Foi muito bacana mesmo!
Parabéns aos vencedores Ana Júlia e João Gabriel!!!
Um abraço,
Profa. Cida

Agora, com vocês, os textos escolhidos:
COMPUTADOR VELHO X COMPUTADOR NOVO

           ERA UMA VEZ, UMA IDOSA CHAMADA CECÍLIA.  ERA DONA DE CASA E ADORAVA FAZER TRICÔ.
            UM DIA, ELA FOI A UMA LOJA PARA COMPRAR UM COMPUTADOR NOVO, PORQUE O VELHO SEMPRE PIFAVA.
            ASSIM, ELA FICOU COM DOIS COMPUTADORES EM CASA. MAS OS COMPUTADORES DE CECÍLIA COMEÇARAM A CRIAR UMA DISCUSSÃO SOBRE QUAL COMPUTADOR SERIA MAIS IMPORTANTE NAQUELA CASA, POIS A CECÍLIA MORAVA SOZINHA E NÃO TINHA COMO USAR DOIS COMPUTADORES AO MESMO TEMPO!
          ENTÃO COMPUTADOR VELHO DISSE AO NOVO:
          _ BOM, VOCÊ É IMPORTANTE PORQUE VOCÊ É VENDIDO POR PREÇO DE BANANA! TODO MUNDO SABE QUE SOU MUITO MAIS CARO DO QUE VOCÊ! _ DISSE O VELHO COMPUTADOR.
     _ NO SEU TEMPO, SÓ TINHA VOCÊ DE COMPUTADOR, AGORA, OLHE AO SEU REDOR, QUANTA GENTE USANDO MINHA TECNOLOGIA NOVA! _DISSE O NOVO COMPUTADOR.
         _ PELO MENOS, SOU ÚNICO E VOCÊ É SÓ MAIS UM COMPUTADOR. _DISSE O VELHO COMPUTADOR.
         E FICARAM DISCUTINDO ATÉ QUE O COMPUTADOR VELHO QUEBROU.   O COMPUTADOR NOVO RIA MUITO, ZOMBAVA DO OUTRO E XINGAVA TAMBÉM.
          ACONTECE QUE, DONA CECÍLIA NÃO SABIA MEXER NO COMPUTADOR NOVO, POIS O PROGRAMA ERA DIFERENTE DO COMPUTADOR VELHO E ELA ERA UMA SENHORA IDOSA.
       _ELA APERTAVA BOTÕES ERRADOS E O COMPUTADOR JÁ ESTAVA CANSADO DE NÃO SER USADO CORRETAMENTE.
            PARA RESOLVER O PROBLEMA, O COMPUTADOR NOVO CONSERTOU O COMPUTADOR VELHO E DONA CECÍLIA VOLTOU A USAR SEU COMPUTADOR VELHO, MAS O COMPUTADOR NOVO ESTAVA TRISTE, PORQUE NÃO ERA UTILIZADO.
            A TRISTEZA DO JOVEM DUROU POUCO, POIS DONA CECÍLIA DEU O COMPUTADOR PARA A NETA, QUE SABIA UTILIZAR A NOVA TECNOLOGIA.

MORAL: OS VELHOS OBJETOS NEM SEMPRE SÃO MELHORES OU PIORES DO QUE OS NOVOS!  

TEXTO DO ALUNO JOÃO GABRIEL DIAS GOMES – 5ª série B  


                                                                    Um apólogo

            Num certo dia, em uma casa pequena e humilde, havia um sofá e uma TV que  viviam  discutindo sobre quem era mais importante para o dono da casa.
            O sofá disse:
            _TV, eu sou muito importante para o nosso dono, ele se sentar aqui, pode deitar-se e você só fica de enfeite!
            Nisso a TV respondeu:
            _Sim, mas eu ligo e desligo tecnologicamente, sou vista pelo mundo inteiro!
           O sofá retrucou:
           _Mas sou confortável, aconchegante e macio!!!
           A TV ficou quieta.
           Passando algum tempo, chegou a esta casa um cachorrinho que destruiu a TV e o sofá!
           Quando ambos foram para o lixo, entenderam, viraram amigos, depois que viram  que não pertenciam mais ao dono da casa...

           Moral:
           “Não pise em quem você acha que está por baixo, pois você pode  ir   mais  para  baixo  
ainda....”


          Ana Júlia  - 5ª A



sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Concordância verbal e nominal

Abaixo você vai encontrar várias explicações sobre a matéria. Estude-as antes de preparar o seu trabalho.

De acordo com Mattoso Câmara “dá-se em gramática o nome de concordância à circunstância de um adjetivo variar em gênero e número de acordo com o substantivo a que se refere (concordância nominal) e à de um verbo variar em número e pessoa de acordo com o seu sujeito (concordância verbal). Há, não obstante, casos especiais que se prestam a dúvidas”.
Então, observamos e podemos definir da seguinte forma: concordância vem do verbo concordar, ou seja, é um acordo estabelecido entre termos.
O caso da concordância verbal diz respeito ao verbo em relação ao sujeito, o primeiro deve concordar em número (singular ou plural) e pessoa (1ª, 2ª, 3ª) com o segundo.
Já a concordância nominal diz respeito ao substantivo e seus termos referentes: adjetivo, numeral, pronome, artigo. Essa concordância é feita em gênero (masculino ou feminino) e pessoa.
Como vimos acima, na definição de Mattoso Câmara, existem regras gerais e alguns casos especiais que devem ser estudados particularmente, pois geram dúvidas quanto ao uso. Há muitos casos que a norma não é definida e há resoluções diferentes por parte dos autores, escritores ou estudantes da concordância.

Concordância Verbal e Nominal
Observe:
As crianças estão animadas.
Crianças animadas.
No primeiro exemplo, o verbo estar se encontra na terceira pessoa do plural, concordando com o seu sujeito,as crianças. No segundo exemplo, o adjetivo animadas está concordando em gênero (feminino) e número (plural) com o substantivo a que se refere: crianças. Nesses dois exemplos, as flexões de pessoa, número e gênero se correspondem.

Concordância é a correspondência de flexão entre dois termos, podendo ser verbal ou nominal.

CONCORDÂNCIA VERBAL

Ocorre quando o verbo se flexiona para concordar com seu sujeito.

a) Sujeito Simples

Regra Geral

O sujeito sendo simples, com ele concordará o verbo em número e pessoa. Veja os exemplos:A orquestra tocou uma valsa longa.
3ª p. Singular 3ª p. Singular

Os pares que rodeavam a nós dançavam bem.
3ª p. Plural 3ª p. Plural

Casos Particulares

Há muitos casos em que o sujeito simples é constituído de formas que fazem o falante hesitar no momento de estabelecer a concordância com o verbo. Às vezes, a concordância puramente gramatical é contaminada pelo significado de expressões que nos transmitem noção de plural, apesar de terem forma de singular ou vice-versa. Por isso, convém analisar com cuidado os casos a seguir.

1) Quando o sujeito é formado por uma expressão partitiva (parte de, uma porção de, o grosso de, metade de, a maioria de, a maior parte de, grande parte de...) seguida de um substantivo ou pronome no plural, o verbo pode ficar no singular ou no plural.

Por Exemplo:A maioria dos jornalistas aprovou / aprovaram a ideia.
Metade dos candidatos não apresentou / apresentaram nenhuma proposta interessante.
Esse mesmo procedimento pode se aplicar aos casos dos coletivos, quando especificados:

Por Exemplo:Um bando de vândalos destruiu / destruíram o monumento.

Obs.: nesses casos, o uso do verbo no singular enfatiza a unidade do conjunto; já a forma plural confere destaque aos elementos que formam esse conjunto.
2) Quando o sujeito é formado por expressão que indica quantidade aproximada (cerca de, mais de, menos de, perto de...) seguida de numeral e substantivo, o verbo concorda com o substantivo. Observe:Cerca de mil pessoas participaram da manifestação.
Perto de quinhentos alunos compareceram à solenidade.
Mais de um atleta estabeleceu novo recorde nas últimas Olímpíadas.
Obs.: quando a expressão "mais de um" se associar a verbos que exprimem reciprocidade, o plural é obrigatório:

Por Exemplo:Mais de um colega se ofenderam na tumultuada discussão de ontem. (ofenderam um ao outro)

3) Quando se trata de nomes que só existem no plural, a concordância deve ser feita levando-se em conta a ausência ou presença de artigo. Sem artigo, o verbo deve ficar no singular. Quando há artigo no plural, o verbo deve ficar o plural.

Exemplos:Os Estados Unidos determinam o fluxo da atividade econômica do mundo.
Alagoas impressiona pela beleza das praias e pela pobreza da população.
As Minas Gerais são inesquecíveis.
Minas Gerais produz queijo e poesia de primeira.
Os Sertões imortalizaram Euclides da Cunha.

4) Quando o sujeito é um pronome interrogativo ou indefinido plural (quais, quantos, alguns, poucos, muitos, quaisquer, vários) seguido por "de nós" ou "de vós", o verbo pode concordar com o primeiro pronome (na terceira pessoa do plural) ou com o pronome pessoal. Veja:Quais de nós são / somos capazes?
Alguns de vós sabiam / sabíeis do caso?
Vários de nós propuseram / propusemos sugestões inovadoras.

Obs.: veja que a opção por uma ou outra forma indica a inclusão ou a exclusão do emissor. Quando alguém diz ou escreve "Alguns de nós sabíamos de tudo e nada fizemos", esta pessoa está se incluindo no grupo dos omissos. Isso não ocorre quando alguém diz ou escreve "Alguns de nós sabiam de tudo e nada fizeram.", frase que soa como uma denúncia.

Nos casos em que o interrogativo ou indefinido estiver no singular, o verbo ficará no singular.

Por Exemplo:Qual de nós é capaz?
Algum de vós fez isso.

5) Quando o sujeito é formado por uma expressão que indica porcentagem seguida de substantivo, o verbo deve concordar com o substantivo.

Exemplos:25% do orçamento do país deve destinar-se à Educação.
85% dos entrevistados não aprovam a administração do prefeito.
1% do eleitorado aceita a mudança.
1% dos alunos faltaram à prova.

Quando a expressão que indica porcentagem não é seguida de substantivo, o verbo deve concordar com o número. Veja:25% querem a mudança.
1% conhece o assunto.

6) Quando o sujeito é o pronome relativo "que", a concordância em número e pessoa é feita com oantecedente do pronome.

Exemplos:Fui eu que paguei a conta.
Fomos nós que pintamos o muro.
És tu que me fazes ver o sentido da vida.
Ainda existem mulheres que ficam vermelhas na presença de um homem.

7) Com a expressão "um dos que", o verbo deve assumir a forma plural.

Por Exemplo:Ademir da Guia foi um dos jogadores que mais encantaram os poetas.
Se você é um dos que admiram o escritor, certamente lerá seu novo romance.

Atenção:

A tendência, na linguagem corrente, é a concordância no singular. O que se ouve efetivamente, são construções como:"Ele foi um dos deputados que mais lutou para a aprovação da emenda".

Ao compararmos com um caso em que se use um adjetivo, temos:"Ela é uma das alunas mais brilhante da sala."
A análise da construção acima torna evidente que a forma no singular é inadequada. Assim, as formas aceitáveis são:" Das alunas mais brilhantes da sala, ela é uma."
" Dos deputados que mais lutaram pela aprovação da emenda, ele é um".
















terça-feira, 8 de outubro de 2013

Textos para basear o debate sobre alimentação


Textos para serem estudados para o debate sobre alimentação
7ª. Série B


Não é Proibido

Marisa Monte

Jujuba, bananada, pipoca,
Cocada, queijadinha, sorvete,
Chiclete, sundae de chocolate,
Uh!
Paçoca, mariola, quindim,
Frumelo, doce de abóbora com coco,
Bala juquinha, algodão doce e manjar.
Uh!
Venha pra cá, venha comigo!
A hora é pra já, não é proibido.
Vou te contar: tá divertido,
Pode chegar!
(uh)
Vai ser nesse fim de semana (uh)
Manda um e-mail para a Joana vir (uh)
Woo.. Uh!
(uh)
Não precisa bancar o bacana (uh)
Fala para o Peixoto chegar aí! (uh)
Traz todo mundo, 'tá liberado, é só chegar.
Traz toda a gente, 'tá convidado, é pra dançar,
Toda tristeza deixa lá fora; chega pra cá!
(uh)
Jujuba, bananada, pipoca,
Cocada, queijadinha, sorvete,
Chiclete, sundae de chocolate,
Uh
Paçoca, mariola, quindim,
Frumelo, doce de abóbora com coco,
Bala juquinha, algodão doce e manjar.
Uh
Venha pra cá, venha comigo!
A hora é pra já, não é proibido.
Vou te contar: tá divertido,
Pode chegar!
(uh)
Vai ser nesse fim de semana (uh)
Manda um e-mail para a Joana vir (uh)
Woo.. Uh!
Não precisa bancar o bacana (uh)
Fala para o Peixoto chegar aí! (uh)
Traz todo mundo, 'tá convidado, é só chega.
Traz toda a gente, 'tá liberado, é pra dançar,
Toda tristeza deixa lá fora; chega pra cá!
(uh)
Não precisa bancar o bacana (uh)
Fala para o Peixoto chegar aí! (uh)
(uh)
Yeah
(uh)
1° texto
A Importância Da Alimentação Na Adolescência

 A adolescência, que vai dos 10 aos 19 anos, constitui um período muito especial e de suma importância. É nesta etapa que se  torna  válida a frase “adolescente que se alimenta bem, será um adulto saudável”.
            Todo jovem necessita de uma alimentação sadia e equilibrada, tanto em quantidade como em qualidade.
             O momento da alimentação precisa tornar-se prazeroso e fornecer combustível adequado para o crescimento e atividade muscular.
            A adolescência é conhecida e denominada como um período “conturbado”. Isto pelo fato de que, nesta fase entram em jogo as preocupações excessivas com o peso e a estética. Cabe aos pais muita conversa e conhecimento dos hábitos e escolhas dos filhos.
            A prática de atividade física prende-se, de maneira definitiva, à lista de atitudes para ter uma boa qualidade de vida, associada a hábitos alimentares saudáveis.
           Atualmente, encontramo-nos inseridos em uma sociedade em que ainda prevalecem o sedentarismo e a alimentação hipercalórica. Por isto o cuidado deve ser redobrado.
            Os padrões alimentares dos jovens costumam ser caóticos. Eles tendem a omitir refeições, estabelecem associações distorcidas entre valores calóricos e nutritivos, além da freqüência em fast-foods. A principal dúvida dos pais é como tornar as refeições mais atrativas e equilibradas, ao mesmo tempo.
A alimentação saudável na adolescência deve ter como objetivos:
1. Possibilitar o desenvolvimento máximo das características genéticas (cerebral, óssea, etc);
2. Aumentar a capacidade de resposta imunológica para reduzir a susceptibilidade a doenças infecciosas e outras;
3. Impedir o aparecimento de doenças metabólicas degenerativas;
4. Beneficiar a competência mental, favorecer a atenção e assim melhorar aptidões escolares.  
Dicas importantes...
Não coma assistindo televisão;
Beba muita água, no mínimo 2 litros por dia;
Coma sem pressa, mastigando bem os alimentos;
Não fique muito tempo sem alimentar-se, coma de 3 em 3 horas;
Evite frituras, carnes gordas (bacon, toucinho);
Evite o consumo de lanches calóricos como hambúrguer, batata frita, cachorro quente, etc. Opte pelo consumo de sanduíches naturais;
Evite o consumo de balas, chocolates, bolachas recheadas, bolos, etc;
Consuma frutas, verduras e legumes;
Prefira sempre os alimentos integrais (pães, bolachas, torradas, etc);
Pratique atividade física.
A melhor maneira de ensinar é por meio do próprio exemplo. Entenda que saúde, bem-estar e qualidade de vida na adolescência, são sinais de um adulto saudável.
 Izaara Alvarenga

2° texto
Nutrindo a saúde dos adolescentes: considerações práticas 
INTRODUÇÃO

Desde os primeiros momentos da vida, a alimentação está entrelaçada com emoções, simbolismos e influências socioeconômicas e culturais. Crescer e se alimentar implica estabelecer relações, fazer escolhas, identificar-se ou não com modelos e valores familiares ou de outras pessoas, adaptar-se bem ou mal aos padrões estabelecidos e conviver com hábitos, horários e diversos estilos de vida. Na adolescência, a necessidade de marcar novas posições ou se desvincular da família pode também se expressar por questões afetivas ou conflitos na área da sexualidade que são transferidos para a alimentação. Comer demais ou não comer pode significar formas inconscientes de satisfazer faltas, recusar controles externos ou estar na moda. E comer fora de casa pode representar uma nova oportunidade de criar amizades, mas também novos modismos alimentares. Enfim, ser diferente e ainda assim ser igual a todos os amigos na procura do aqui e agora, imediatismo característico da adolescência.

Comer bem não é o mesmo que comer muito ou pouco. Cuidar do corpo que cresce é aprender a escolher melhor os alimentos para manter um equilíbrio nutricional entre ganhos e perdas calóricas, com os extras necessários para garantir o aumento da velocidade de crescimento, que é a característica do estirão puberal. As sensações de fome e saciedade e as diferenças entre apetite, gula e voracidade podem servir para estimular a própria curiosidade do adolescente a respeito dos grupos de nutrientes e de como adequar sua rotina para conseguir uma alimentação saudável, balanceada e agradável ao paladar.

Desequilíbrio no balanço entre a ingestão e o gasto de energia nesta fase causa impacto sobre a saúde dos adolescentes e problemas como excesso ou perda de peso, desnutrição aguda e crônica, anorexia nervosa, bulimia nervosa, sobrepeso, obesidade, aterosclerose, hipertensão arterial e aumento do número de recém-nascidos de baixo peso em mães adolescentes.

Os hábitos alimentares e a rotina de exercícios que se formam enquanto o adolescente alcança progressivamente a sua independência podem potencializar ou prejudicar os estilos de vida e de saúde na idade adulta. Desvios nutricionais podem também significar um comportamento de risco e modificar a trajetória da pessoa de saudável para doente; daí ser um problema que deve ser sempre investigado pelo profissional de saúde que lida com os adolescentes e suas famílias.


MANEJO DA ORIENTAÇÃO NUTRICIONAL

Os princípios da orientação nutricional devem ser baseados nos conhecimentos científico e prático das necessidades nutricionais específicas da adolescência e adaptados aos termos compreensíveis da linguagem coloquial que possam ser ensinados para cada adolescente dentro do cotidiano de seu contexto social.

As ferramentas de que se dispõe para avaliar as ingestões alimentares são os formulários onde as ingestões são anotadas durante três ou sete dias, os questionários sobre a freqüência de consumo dos alimentos, bem como dados relativos às últimas 24 horas. Cada uma tem suas vantagens e seus inconvenientes. Os dados relativos às últimas 24 horas fornecem uma estimativa bastante boa das ingestões energéticas, podem ser facilmente utilizados na ocasião da consulta, mas não oferecem, evidentemente, informação sobre a variedade de um dia para o outro e dependem da capacidade de recordar dos alimentos que são interrogados e da habilidade do avaliador. A complementação dessa recordação por uma verificação da freqüência de consumo dos alimentos resolve alguns desses problemas. O diário alimentar referente a três ou sete dias permite coletar informações de maneira prospectiva, mas leva muito tempo, tanto para quem o preenche (o paciente) como para quem o analisa (o médico). A motivação é um elemento essencial da confiabilidade dos dados, e um tempo deve ser dedicado para explicar ao adolescente ou aos seus pais a maneira de preencher corretamente os formulários. Às vezes, muitas tentativas são necessárias antes que se obtenham dados utilizáveis(12,18).

É importante ainda levar em consideração os hábitos extras dos fins de semana e de ocasiões especiais como véspera de provas, aniversários, férias escolares, competições esportivas, etc.


VARIAÇÕES PUBERAIS

Para se poder avaliar as necessidades nutricionais na adolescência é preciso conhecer a ampla variação do normal no que diz respeito ao crescimento, o que implica a grande diversidade da demanda dos adolescentes(1,3). Em determinado momento, cronologicamente variável entre 11 e 13±2 anos, inicia-se a fase de aceleração do crescimento, seguindo-se a fase de desaceleração até a parada total. O incremento de peso e altura é feito à custa do aumento do esqueleto, da massa muscular, da gordura, dos órgãos, com expansão do volume sangüíneo. O início destes fenômenos, sua amplitude, a duração em cada fase e o término variam muito de indivíduo para indivíduo, ainda que do mesmo sexo, originando necessidades nutricionais diversas(9). É sabido que o pico das necessidades nutricionais para o ganho de peso antecede em quatro a seis meses o início do estirão puberal em incremento de altura, até coincidir com o período de crescimento máximo(21,24).

Devem-se ainda levar em conta as diferenças para ambos os sexos. No sexo feminino, a aceleração do crescimento se inicia dois anos antes em relação ao sexo masculino, havendo, porém, término do crescimento igualmente mais precoce e tendo o evento menor amplitude. Os incrementos no sexo feminino se fazem mais à custa de gordura, e no masculino, de massa muscular, o que se reflete de maneira diversa sobre as necessidades nutricionais. Principalmente durante o estirão, é necessário, no sexo masculino, maior aporte protéico e energético, bem como maior quantidade de ferro por quilograma de peso do que no feminino. Observou-se que, no término do crescimento, há duas vezes mais gordura e apenas dois terços de massa muscular presentes no sexo feminino em relação ao masculino. No sexo feminino, merece particular atenção o aumento das necessidades nutricionais na gravidez e durante a lactação(2,25).

A maturação sexual, associada às fases de crescimento, está envolvida no diagnóstico e no prognóstico nutricional, sendo determinante das necessidades nutricionais a cada momento da adolescência. Se for atendido um adolescente em estágio pré-puberal ou estágio 1, segundo os critérios de maturação sexual(22), sabe-se que estará por vir a fase de estirão e de necessidades máximas. Se, através do estágio da maturação, percebe-se que a adolescente está próxima da menarca, deve-se considerar cuidadosamente as necessidades nutricionais e sua relação com este evento em termos de composição corporal e porcentagem de gordura. Por outro lado, quando a menarca já ocorreu, a adolescente estará provavelmente na fase de desaceleração do crescimento, o que implica a redução de alguns nutrientes em relação à fase de estirão e aumento da ingestão de outros, como, por exemplo, ferro e ácido fólico(23). No sexo masculino, a velocidade máxima do crescimento ocorre geralmente em fase adiantada do desenvolvimento dos genitais e da pilosidade pubiana, estágios 3 e 4, coincidindo com o pico máximo das necessidades nutricionais.

Por isso é essencial que a cada visita médica ou avaliação nutricional, mesmo quando em rastreamentos comunitários, os adolescentes sejam avaliados com dados antropométricos e indicadores nutricionais adequados para um diagnóstico correto(6,25). Os dados mais importantes são: 
  altura;
  peso;
  cálculo dos índices de altura/idade, peso/idade, peso/altura e índice de massa corporal;
  dobras cutâneas tricipital e subescapular;
  perímetros braquial, torácico e abdominal;
  maturação sexual segundo os critérios de Tanner(22);
  uso das curvas e tabelas recomendadas(10, 15, 16, 20), pois a escolha do referencial é importante(19);
  acompanhamento periódico e longitudinal, sempre que possível, a cada quatro a seis meses, ou, em casos de riscos nutricionais, mensal ou bimensalmente.
Autores: Evelyn Eisenstein1, Simone Cortes Coelho2

3° texto
A Péssima Alimentação nas Escolas e Hospitais
by DR. ALEXANDRE FELDMAN on 03/12/2009
Escolas são lugares frequentados por crianças em fase de crescimento e desenvolvimento.
Hospitais são lugares frequentados por indivíduos (inclusive crianças) doentes.
Tanto escolas quanto hospitais deveriam se preocupar ao máximo em oferecer a alimentação mais saudável possível para seus frequentadores.
Com tantas notícias ambíguas sobre o que é uma alimentação saudável, uma coisa é unânime para a ciência: alimentos industrializados, aditivos químicos, corantes, conservantes, emulsificantes, aromatizantes, estabilizantes, adoçantes artificiais, açúcar branco, farinha refinada e óleos oxidados não são saudáveis. Definitivamente.
E é exatamente uma alimentação baseada nos produtos acima que as escolas e hospitais oferecem: bolos, bolachas, milk-shakes “químicos”, coberturas, doces de toda sorte, sucos industrializados, alimentos à base de farinha branca e açúcar refinado, ingredientes como óleos oxidados, aditivos químicos, conservantes etc.
Como é que uma escola pode ter a meta de formar indivíduos bem-sucedidos, se para ser bem-sucedido você precisa antes de mais nada ser saudável, e para ser saudável você precisa aprender a se alimentar?!!!
Como é que um hospital pode ter a meta de recuperar a saúde das pessoas, se oferece alimentos industrializados que roubam nossa energia e prejudicam nossa saúde?
Há uma semana troquei emails com uma nutricionista responsável pelos lanches de uma escola de São Paulo – lanches estes à base de pão francês, pão de forma, bolachas, carnes embutidas geléia industrializada, suco industrializado, bolos, caldas, e nem sequer uma fruta fresca. Sabem o que ela escreveu diante do meu questionamento? Que prioriza alimentos naturais e não refinados em seus cardápios!
Claro que todas as nutricionistas competentes que conheço ficaram tão indignadas quanto eu, quando mostrei a elas essa afirmação associada àquele cardápio de lanches escolares.
Ora, a ingestão de “calorias vazias”, como as que enumerei acima, rouba do organismo das nossas crianças vitaminas do complexo B, necessárias para a absorção destas calorias vazias.
A ingestão de alimentos à base de farinha branca está associada a um risco aumentado de obesidade e diabetes. A razão é simples: eles são fáceis de pegar, comer, possuem sabor agradável e causam saciedade muito passageira.
A ingestão de alimentos à base de farinha branca também está associada a um risco aumentado de cáries dentárias.
As empresas de panificação lançam mão de toda sorte de produtos químicos no intuito de fabricar pães que atendam a uma série de aparentes conveniências, como por exemplo, prolongar a “vida de prateleira”, manter uma aparência de “frescor”, criar uma crosta bem crocante e alaranjada, tornar o processo de produção mais “confiável”, “melhorar” a textura da massa, minimizar a contaminação por microorganismos indesejáveis, etc.
Para obter essas “conveniências”, as empresas de panificação costumam lançar mão de produtos nada saudáveis, como bromatos, usados para “melhorar” a farinha e que são tóxicos porque podem interferir com o metabolismo do iodo causando problemas na glândula tireóide, além de poderem causar câncer. Sim, os bromatos estão proibidos por Lei brasileira desde o início do Século 21, mas quem garante que seu uso não ocorre de maneira clandestina? Há que se ter cuidado para que esse veneno não chegue às nossas crianças. Nem aos nossos doentes nos hospitais. E o melhor cuidado é não oferecer o pão.
Outro exemplo são as margarinas, também conhecidas como gorduras vegetais, fontes de gorduras oxidadas e deformadas – e sim, até mesmo trans –, que podem causar toda sorte de prejuízos à nossa saúde e que são utilizadas quase que obrigatoriamente pelas panificadoras para prolongar a “vida de prateleira” de seus maravilhosos pães, bolachas, pães-de-queijo, bolos etc.
O cardápio dos lanches da maioria das escolas está excessivamente monótono. Quase todos os dias pão branco, bolacha ou bolo ( que se compõe de farinha refinada + açúcar refinado), quase sempre acompanhados de ingredientes industrializados como requeijão ou geléia – e nada de frutas frescas. Com a enorme disponibilidade de frutas frescas, in natura, que temos no Brasil, cada vez menos o cardápio das escolas tem oferecido frutas frescas!!! Mais se parece um cardápio de algum país gelado, sem muitas opções de frutas e com uma indústria alimentícia próspera que NA MINHA OPINIÃO PAUTA, SIM, as tabelas e diretrizes nutricionais que mais lhes convêm para serem seguidas por TODOS, inclusive pelo Brasil, país onde facilmente se encontram frutas in natura. De que outra forma explicar a ausência cada vez maior de alimentos in natura nos lanches das escolas? Na minha cartilha, alimentos in natura são mais saudáveis, nutritivos e adequados a crianças pequenas que “produtos alimentícios” industrializados e refinados. Cada vez mais raramente vejo frutas, muito menos um iogurte natural e integral, no cardápio de escolas e hospitais. Será que nossas crianças e doentes não precisam de probióticos no lanche?
Ingredientes Ocultos
Todos esses pães e bolos, por sua vez, levam margarina ou “gordura vegetal” à base de óleos vegetais os mais ordinários, altamente refinados, interesterificados e consequentemente oxidados, leite reconstituído, vitamina A sintética, mono e diglicerídios (que por uma brecha legal PODEM conter ácidos graxos trans, pois apenas triglicerídios são legalmente considerados como ácidos graxos, inclusive para fins de contagem calórica), lecitina de soja (quase sempre transgênica), benzoato de sódio (que na presença de ácido ascórbico, conservante presente em outros alimentos e também conhecido como vitamina C, se transforma em benzeno, conhecido agente cancerígeno), TBHQ ou butil hidroquinona terciária (que ativa o gene da tioredoxina, substância envolvida no crescimento celular e apoptose - Biochem J. 01/09/2006; 398(Pt 2): 269–277), aroma “idêntico ao natural” de manteiga, entre outros.
Bolachas Industrializadas
Bolachas industrializadas levam, além da gordura vegetal acima, açúcar invertido (ingrediente de altíssimo índice glicêmico que requer a produção de altos picos de insulina pelo pâncreas), xarope de milho de alto teor de frutose (que além de sobrecarregar o pâncreas satura a via metabólica da glicose, pois a frutose-1-fosfato produzida a partir da frutose por ação da frutoquinase hepática gera metabólitos a jusante do passo metabólico regulatório no nível da fosfofrutoquinase – o que significa que as vias que seriam naturalmente moduladas/retardadas por intermediários energéticos que afetam os níveis de fosfofrutoquinase NÃO são moduladas pela frutose), amido, fermento químico, lecitina de soja, enzimas como protease e alfa-amilase (produzidas a partir de microorganismos geneticamente modificados) etc.
Sucos Industrializados
Sucos industrializados podem conter açúcar, fosfato de potássio monobásico, cloreto de sódio (sal), ácido cítrico, benzoato de sódio, sorbato de potássio, “aroma idêntico ao natural” da fruta, reguladores de acidez, corantes artificiais (ex: “vermelho-bordeaux”, “azul brilhante”, etc), antioxidante (ácido ascórbico) (que reage com o benzoato de sódio produzindo benzeno, cancerígeno), extrato de soja (transgênica) etc.
Geléias Industrializadas
Geléias industrializadas podem conter xarope de milho de alto teor de frutose, carragena [cancerígeno de acordo com Environ Health Perspect 109:983-994 (2001)], ácido cítrico, benzoato de sódio, essência artificial de fruta, corantes artificiais potencialmente alergênicos, tartrazina etc.
Nitritos e Glutamato Monossódico
Salsichas e peito de peru, que podem constar no cardápio do lanche dos nossos filhos e dos nossos doentes hospitalizados, são carnes embutidas, altamente industrializadas e nada naturais que contêm nitritos (que no intestino formam nitrosaminas, cancerígenas) e glutamato monossódico.
Os Ingredientes Artificiais Interagem Entre Si
Vimos acima o caso da interação entre o benzoato e o ácido ascórbico, transformando-se em benzeno (cancerígeno). Mas saiba que praticamente não se tem idéia de todas as possíveis interações e consequências, entre tantos e tantos produtos químicos que se encontram em tantos e tantos “produtos alimentícios” diferentes.
Até que ponto se pode garantir que uma dor de cabeça crônica, uma síndrome da fadiga crônica, uma asma, uma síndrome do intestino irritável, uma alergia recorrente, uma doença autoimune, um câncer, não possam decorrer de uma sensibilidade química apresentada por um determinado indivíduo?
Você Pode Mudar Este Cenário!
Se as “autoridades de saúde” não estão tomando as devidas providências, isso não significa que você deve ficar aí parado. Não espere alguém fazer alguma coisa. Faça você. Leia mais. Informe-se. Estude. Questione. Exija cardápios naturais no lanche de seu filho na escola. Junte-se a outras pessoas que pensam como você. A união faz a força. Exija cardápios naturais para seus entes queridos hospitalizados. Se uma boa parte dos consumidores exigir um determinado padrão, um segmento do mercado passará a oferecê-lo. E lembre-se que afinal, você não estará exigindo nenhum absurdo – apenas alimentos in natura nas escolas e hospitais, como carne fresca, frutas e verduras frescas, ovos frescos, enfim, alimentos que sempre estiveram associados à boa saúde desde o início da Humanidade.
4° texto
Coma à vontade! Você pode...Mas lembre-se de que os maus hábitos alimentares
às vezes se tornam um problema para o resto da vida
Quando os filhos chegam à adolescência, muitos pais abrem mão de uma de suas responsabilidades: a de cuidar para que se alimentem direito. Fazem isso convictos de que não há mesmo remédio, visto que jovem só come porcaria. Não é bem assim. Um estudo realizado com alunos de 12 a 18 anos das escolas públicas de São Paulo concluiu que eles comem o mesmo que os adultos, só bebem mais refrigerantes. Outra pesquisa, da Universidade Federal de São Paulo, mostra que os adolescentes de classe média consomem muita gororoba gordurosa na escola, mas fazem as refeições principais em casa. Arroz, feijão, carne e salada, a típica comida doméstica, são uma boa combinação de nutrientes. Na média, um adolescente vai à lanchonete (para engolir a bomba calórica hambúrguer-refrigerante-batata frita) três vezes por semana. Os médicos consideram esse consumo alarmante quando ultrapassa quatro vezes por semana.
Não se deve, em princípio, olhar com horror para o hambúrguer com fritas. No auge do crescimento, entre os 12 e os 15 anos, um jovem pode consumir sem susto 10% mais de calorias diárias que o indicado para um adulto. "O adolescente usa a energia do hambúrguer para esticar, enquanto o adulto certamente vai crescer para os lados", diz o médico Maurício de Souza Lima, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Isso significa que tudo vai bem com os hábitos alimentares da juventude? Também não é bem assim. A proporção de jovens com sobrepeso quadruplicou nos últimos trinta anos e chegou a 14% na faixa etária dos 8 aos 18 anos. A culpa é da vida sedentária e do excesso de comida industrializada, rica em farináceos e gorduras, sobretudo entre a população mais pobre. O efeito perverso do engordamento precoce é o aumento das doenças cardiovasculares e do diabetes tipo 2.
A geração atual é provavelmente a mais preocupada com comida saudável de todos os tempos. Está em alta ser vegetariano, eliminar a carne vermelha do cardápio e preferir produtos com o rótulo diet. Nesse estilo também vale a regra do bom senso: excessos fazem mal à saúde. Quanto mais variada, mais saudável é a alimentação. O maior perigo mora nos maus hábitos, que tendem a se perpetuar. A comida gordurosa não faz mal para quem está crescendo. Mas, com o fim da adolescência, o metabolismo desacelera e o corpo pára de queimar calorias com a mesma eficiência. Se um jovem adulto continuar a comer a mesma quantidade de comida da época de adolescente, será inevitável que fique gordo.
Revista Veja – Edição especial para jovens – julho 2003


5o. texto
Falta de exercícios físicos contribuiu para o aumento da obesidade infantil no Brasil
No dia nacional da Prevenção da Obesidade, comemorado nesta sexta-feira (11), a obesidade infantil é o grande vilão a ser enfrentado. Segundo dados do IBGE, metade das crianças brasileiras (47,8%) entre 5 e 9 anos são obesas ou com sobrepeso. O índice, causado principalmente pela má alimentação e pelo sedentarismo, preocupa os médicos. Afinal, uma criança gordinha tem muitas chances de ser um adulto obeso e, consequentemente, portador de doenças cardiovasculares, diabetes e hipertensão.
“O processo aterosclerótico, que é o depósito de gordura nas artérias, começa na primeira década de vida. Se a criança não tiver uma alimentação adequada ela pode ter problemas cardiovasculares bem mais cedo do que se imagina”, alerta o cardiologista Carlos Alberto Machado, diretor de Promoção da Saúde Cardiovascular da SBC.
É claro que há crianças em que o excesso de peso é causado por fatores genéticos, e, logo, a fome é mais difícil de controlar. Mas, embora interromper a força genética ainda não seja possível, evitar maus hábitos e promover boas práticas é uma fórmula que tem mostrado grandes resultados.
“Hoje em dia as crianças passam cerca de seis horas por dia no computador, videogame ou vendo TV, além do padrão alimentar da população brasileira estar mudando: as pessoas estão deixando de comer arroz, feijão e verduras para comer alimentos super industrializados e carnes gordurosas”, completa Machado.
A pediatra e nutróloga Christiane Araújo Chaves Leite, membro do departamento científico da Sociedade Brasileira de Nutrologia, afirma que o ambiente em que a criança está também favorece o ganho de peso. “Às vezes ela vive em um ambiente obesogênico, onde ninguém se alimenta de maneira saudável, todos consomem muitos alimentos gordurosos e açucarados. Essa forma de vida é determinadora da obesidade”.
Um mau exemplo com consequências muito sérias, já que, como explica a endocrinologista Maria Edna de Melo, diretora da Abeso, se a criança é obesa na primeira infância (até cerca de seis anos), ela tem um risco maior de ser obesa na fase adulta. Se ela, porém, emagrece na adolescência, a tendência de ter excesso de peso na vida adulta reduz. “Mas, se a obesidade persiste na adolescência, as chances da condição se arrastar para a maturidade são enormes”, afirma a endocrinologista.
“Parabéns, filho. Você limpou o prato”
Ver seu bebê gordinho e com dobrinhas nas pernas é motivo de alegria para muitos pais, mas, para que a criança não tenha sobrepeso, é preciso cuidar da alimentação praticamente desde a saída da maternidade. “Desde cedo não é aconselhável comer chocolate ou exagerar nos doces. Quanto mais a ingestão desses alimentos for retardada, melhor para a criança, pois assim vai aprender a comer frutas, legumes, verduras, arroz, feijão e carne”, explica Christiane, da Sociedade Brasileira de Nutrologia.
Quando crescem um pouquinho, muitos pais premiam as crianças quando elas comem bastante e preocupam-se quando o filho recusa comida. A pediatra Christiane afirma que isso é um erro, pois assim a criança estará sendo forçada a comer maiores porções e fazer disso um hábito.
“É possível confiar na saciedade da criança, mas é preciso prestar atenção no que ela come durante o dia. Se ela fez um lanche muito farto e próximo do horário do jantar, ela realmente vai estar saciada e não se deve insistir. O melhor, porém, é fazer lanches leves para que a criança chegue até a refeição principal com apetite”, explica, ressaltando que essa refeição deve ser balanceada. “Se a criança está comendo menos, mas mantém um bom peso e boa estatura, não há motivos para preocupação”, afirma a nutróloga.
Para a endocrinologista, existem aquelas crianças que são um “saquinho sem fundo”, com um apetite insaciável. Para estas, ela recomenda que, se a criança pedir para repetir o prato, que a segunda porção também seja balanceada como a primeira. “Se na primeira vez ela comeu arroz, feijão, carne e verduras, na segunda vez ela não pode repetir só a carne, o arroz e o feijão, mas sim também as verduras, assim a quantidade da refeição não ficará muito calórica e continuará nutritiva”, explica, lembrando sempre da fruta como sobremesa.
A referência visual de crianças em peso ideal e em sobrepeso é, muitas vezes, errônea. Segundo a endocrinologista, 90% das pessoas acham que uma criança em peso normal está muito magra. “É preciso verificar o Índice de Massa Corporal (IMC) de acordo com a idade antes de afirmar se a criança está muito magra”, explica.

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TEXTOS PERSUASIVOS
A 7a.B realizou um trabalho com o uso de frases com verbos imperativos.
A sala foi dividida em grupos e cada grupo deveria inventar algo ( que não existisse ) que pudesse "facilitar" a vida.
O grupo que mais se destacou foi o de Ana Carolina que criou o "Passe da Juventude", com ele, os jovens poderiam ter acesso livre a tudo o que os interessa!!!!

Frente e verso do Passe da Juventude!